Entidades empresariais se mobilizam em torno de um “Manifesto à Nação Brasileira”, pedindo que o Supremo Tribunal Federal “examine os fatos” diante da “crise institucional” que atinge o País. O movimento é capitaneado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que organiza a adesão do empresariado.Segundo apurou a reportagem, o texto foi assinado por 2.650 entidades representativas de classe até o momento.“O Brasil, como é notório, atravessa uma crise institucional de extrema gravidade, e o seu epicentro é, precisamente, a Corte de Justiça a quem a Constituição confiou a última palavra. Não se trata de episódio isolado nem de ruído passageiro”, diz o manifesto, conforme minuta do texto ao qual o Estadão/Broadcast obteve acesso.Procurada, a Fiesp não respondeu. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, também não atendeu a reportagem. O espaço segue aberto.‘Se a legitimidade é questionada, tudo o mais se torna incerto’O texto diz ainda que “não há Estado de Direito sem juízes acima de qualquer suspeita”. “A autoridade de um tribunal não decorre da toga nem do cargo, mas da legitimidade que só a imparcialidade, a transparência e a exemplaridade conferem. Se a legitimidade é questionada, tudo o mais se torna incerto: a segurança jurídica, a confiança nas instituições e a própria paz social”, segue o manifesto.O texto destaca ainda que o Supremo Tribunal Federal é o “guardião da Constituição”, mas que não está “dispensado de prestar contas”.
Em manifesto liderado pela Fiesp, empresariado pede que plenário do STF examine ‘fatos’
Por Matheus Alleoni · Jovem Pan
