A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, na última semana, um relatório com medidas para coibir a adição de etanol hidratado combustível em bebidas. O estudo foi concluído em linha com diretrizes do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e do Tribunal de Contas da União (TCU) e prevê uma solução provisória e outra definitiva para o problema.
A solução definitiva apontada pela ANP é a adição obrigatória de benzoato de denatônio ao etanol hidratado combustível. Segundo a agência, a substância é extremamente amarga e poderia ser percebida pelos consumidores em caso de adulteração de bebidas com etanol combustível.
Antes da adoção dessa medida, a ANP prevê a realização de testes mecânicos para comprovar a viabilidade técnica da adição do produto ao combustível. O objetivo é verificar a ausência de impactos adversos relevantes sobre componentes dos veículos e sobre as emissões veiculares. O relatório registra que já há uso do benzoato em outras aplicações com etanol, como produtos de higiene e limpeza, mas não há precedentes para aplicação em motores.
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Como medida provisória, a agência propõe a adição obrigatória de corante verde ao etanol hidratado combustível nas usinas.
