O preço futuro cacau fechou em forte queda nesta terça-feira (08), com o mercado reagindo aos sinais de que a oferta global está mais confortável. Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro para entrega em dezembro recuou 4,44%, para US$ 5.913 por tonelada, renovando as preocupações dos investidores sobre a necessidade de prêmios elevados diante de uma disponibilidade maior do produto.
De acordo com o Barchart, a perspectiva de aumento da produção na Costa do Marfim, maior produtor mundial, também contribuiu para pressionar as cotações.
Na última semana, a Barry Callebaut AG, maior processadora de cacau do mundo, afirmou que o mercado global de cacau está bem abastecido, o que o torna mais bem preparado para gerenciar riscos do que durante o evento climático El Niño de 2023/24, que impulsionou os preços do cacau a níveis recordes.
O Conselho do Café Cacao, órgão regulador do cacau na Costa do Marfim, informou que a colheita de cacau no país ocorreu entre junho de 2025 e junho de 2026, um aumento de 30% em relação aos 1,58 milhão de toneladas colhidas no ano anterior.
O preço futuro do café arábica recuou para a mínima de dois meses na bolsa de Nova York, com o vencimento futuro para entrega em dezembro com baixa de 1,45% e precificado em U$S 2,91 por libra-peso.
