Logo depois que nosso filho mais velho completou 4 anos, ele foi convidado para jogar em uma liga de basquete exclusiva com crianças de 5 e 6 anos. Ficamos todos muito animados.
Nosso filhinho era bom no basquete, e não éramos os únicos que percebiam isso. Ele se divertia jogando com outras crianças de 3 e 4 anos em um time local, e sempre era o melhor do grupo. Se quiséssemos desafiá-lo, não deveríamos colocá-lo em um ambiente onde ele tivesse que se superar? Jogar com crianças mais velhas que também fossem talentosas parecia uma ótima ideia.
Meu marido, um ex-jogador de basquete universitário, e eu, uma pediatra, pagamos as taxas e reorganizamos nossos horários para levá-lo ao treino toda semana.
O que aconteceu a seguir foi, infelizmente, viés em retrospectiva: a princípio, ele estava empolgado. Vestiu uma camisa do time que quase chegava aos joelhos e correu para a quadra. Impressionou a todos com seus dribles e conseguia acertar arremessos que as crianças mais velhas erravam. Mas, à medida que os exercícios se tornavam mais complexos, seu cérebro de 4 anos não conseguia acompanhar. E, quando chegava a hora da corrida, ele quase sempre ficava em último.
Nas semanas seguintes, vimos como ele ficava ansioso antes dos treinos e, depois, se recusava a ir. Simplesmente não era mais divertido, ele nos disse.
Liguei para meus amigos psicólogos e psiquiatras infantis e elaborei estratégias para ajudá-lo a superar a temporada.
