Em abril de 2026, a família de uma adolescente texana de 17 anos entrou com pedido de indenização contra a distribuidora de um energético popular nos Estados Unidos. A causa da morte foi descrita como cardiomegalia ou coração grande, condição atribuída no processo ao “estresse por ingestão de grandes quantidades de cafeína”.
O advogado da família, Benny Agosto Jr., afirmou que “cafeína era a única coisa que ela tinha no organismo”, e que a bebida favorita da jovem “trazia avisos inadequados para os graves riscos cardíacos” associados.
Mortes causadas por intoxicação ou overdose de cafeína não são comuns. Mas a discussão fica mais relevante à medida que produtos cafeinados, de cápsulas a energéticos e géis, ganham maior volume de mercado.
A intoxicação por ingestão de cafeína é possível e pode ser causada ao consumir uma grande quantidade de uma vez só, ou quantidades menores ao longo do tempo.
Os sintomas incluem tremor muscular, pensamento confuso, batimento cardíaco acelerado, agitação e perda de apetite. Doses mais altas podem ocasionar convulsões ou levar à morte.
As quantidades que representam um risco para o ser humano variam com a idade, tolerância e condições de saúde pré-existentes.
A entidade do governo americano FDA (Food and Drug Administration) afirma ser possível ingerir até 400 miligramas de cafeína por dia sem efeitos adversos; mas aconselha limitar o consumo diário a 250 miligramas.
Quanto tempo esperar até consumir outra dose de cafeína?
