Muitas pessoas estavam com medo demais para falar publicamente sobre Elon Musk, afirmou o diretor Alex Gibney nesta terça-feira (8), ao apresentar seu documentário de longa duração sobre o empresário bilionário no Festival de Cinema de Veneza.
O filme, com quase quatro horas de duração, traça a ascensão de Musk desde a era dotcom até se tornar uma das figuras mais influentes do mundo, questionando como um titã da tecnologia não eleito chegou a exercer tanta influência sobre a política e o debate público.
“Havia um enorme medo de falar, realmente um medo quase existencial, tanto entre as pessoas que o criticavam quanto entre seus colegas de negócios e seus amigos”, disse Gibney antes da exibição de “Musk”.
“Conversei com muitas, muitas, muitas, muitas pessoas que, com exceção de algumas das pessoas corajosas que estão aqui, se recusaram a falar.”
O chefe da Tesla e da SpaceX rejeitou o filme, escrevendo em sua rede social X, antigo Twitter, neste mês que Gibney era tendencioso e que “obviamente iria fazer o artigo difamatório mais convincentemente terrível sobre mim que pudesse imaginar”.
Aliança com Trump
Ao lado da jornalista Zoë Schiffer e de Ashley St. Clair, ex-parceira de Musk e mãe de um de seus muitos filhos, Gibney disse que começou a trabalhar no projeto em 2023 e que, inicialmente, havia planejado um filme menos ambicioso.
