Diante da mais recente escalada na crise institucional e dos últimos resultados nas pesquisas de opinião, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a defender uma resposta mais incisiva do governo, o que incluiria a convocação do Conselho da República e a proposta de mandato para futuros ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Interlocutores diretos do petista na Esplanada dos Ministérios acham essencial uma nova conversa urgente entre Lula e o presidente da Corte, Edson Fachin, para avaliar os próximos passos e buscar uma “solução pacificadora”.
Para esses auxiliares, a saída agora passa inevitavelmente pela abertura de investigações contra o ministro Alexandre de Moraes, mas também pelo afastamento de André Mendonça das relatorias dos casos Master e INSS, além do fim do inquérito das fake news.
O clima hoje no Palácio do Planalto é de extrema preocupação com o desempenho de Lula nas pesquisas e com a disputa contra o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, que apareceu numericamente à frente do petista em simulação para o segundo turno da Nexus, divulgada nesta terça-feira (8).
Na avaliação de assessores diretos do presidente, nenhum outro tema, economia, segurança pública ou soberania nacional, será tão preponderante na reta final de campanha do que a crise em torno do STF.
