Espécies de animais podem desaparecer por completo da Terra, e os registros de extinção não datam apenas de épocas pré-históricas, como mamutes. Em 2021, por exemplo, a rã-arborícola de Campo Grande, que vivia em pequenas áreas de floresta e zonas úmidas do estado de São Paulo, foi declarada extinta.
Por isso, a possibilidade de reverter a extinção dos animais é discutida por cientistas, mas com obstáculos no caminho, como a perda irreversível de material genético.
Um estudo liderado por um pesquisador da Universidade de Copenhague investiga como os limites genômicos impostos pela divergência evolutiva representam um desafio para a desextinção de utilizando engenharia genética.
Para explorar esse problema, os cientistas utilizaram como modelo o extinto rato-de-Christmas-Island (Rattus macleari), uma espécie endêmica que desapareceu entre 1898 e 1908.
Durante a pesquisa, material genético (amostras do DNA) foi extraído de pele seca de dois espécimes preservados do animal, originalmente coletados entre 1900 e 1902. Depois, o genoma do rato foi sequenciado utilizando as tecnologias Illumina e BGISeq, e as sequências foram mapeadas contra o genoma de referência do rato-marrom-da-Noruega (Rattus norvegicus).
Essa segunda espécie foi escolhida para a análise por possuir um genoma de alta qualidade e por ser amplamente utilizada como modelo em estudos genômicos e de edição celular.
