O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, citou duas decisões relatadas pela ministra Cármen Lúcia ao fundamentar sua determinação desta 3ª feira (8.set.2026) para afastar do cargo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa.
As referências a Cármen Lúcia ganham peso porque a ministra pode ser o voto decisivo no julgamento do STF sobre a eventual abertura de investigação formal contra o ministro Alexandre de Moraes no caso envolvendo Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A divulgação de mensagens encontradas no celular de Vorcaro revelou contatos entre o banqueiro e o ministro do STF.
As menções a decisões de Cármen Lúcia aparecem nos itens 43 e 46 da decisão de 33 páginas assinada por Mendonça. Eis a íntegra (PDF - 296 kB).
A medida foi tomada na Petição 16.662, relatada por Mendonça, e está relacionada à produção de relatório de inteligência da PF sobre a atuação do ministro. Segundo ele, a PF teria monitorado sua atuação no Supremo e feito avaliações sobre decisões judiciais, integrantes da Advocacia Geral da União e policiais federais. Moraes usou um relatório de inteligência da PF para solicitar a abertura de investigação contra o Mendonça.
