O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), criticou nesta terça-feira, 8, a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.
Em mensagem publicada em sua conta oficial na rede social X, antes mesmo de o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestar a respeito, Guimarães classificou a medida como “descabida”. Segundo ele, a intervenção de Mendonça “cheira como eleitoral”, a menos de três semanas do primeiro turno das eleições gerais no país.
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“Ninguém está acima da lei. Com base nessa referência, a decisão do ministro André Mendonça no que tange o pedido de afastamento do delegado da Polícia Federal é descabida e uma intromissão onde não lhe cabe”, escreveu o ministro.
“Apurar eventuais indícios de delitos está correto. Mas essa medida me cheira como eleitoral. Isso não pode! O STF precisa tomar providências”, defendeu Guimarães.
Além de Andrei Rodrigues, Mendonça também determinou o afastamento do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa. O ministro do Supremo ainda pediu à Corregedoria da PF a abertura de investigação sobre a produção de relatórios de inteligência que supostamente visavam ao monitoramento de autoridades.
Depois da decisão de Mendonça, a Segunda Turma do STF formou maioria para referendar o afastamento de Andrei Rodrigues.
