Diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, é ouvido na CPI do Crime Organizado
Andressa Anholete/Agência Senado
A decisão do ministro André Mendonça de afastar Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal é mais um capítulo da crise instalada no coração do Supremo por causa do caso Master. O afastamento provoca novas reações em Brasília e, se confirmado, acirra os ânimos.
Como o blog revelou mais cedo, a Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer da decisão.
O grupo de Mendonça argumenta nos bastidores que Andrei estaria ajudando Alexandre de Moraes. Andrei nega. Aliados do diretor-geral, com quem o blog tem conversado, rebatem a acusação lembrando que foi justamente a PF, sob o comando dele, que prendeu Daniel Vorcaro.
Esse é o principal argumento da defesa de Andrei. Mas a crise já deixou de ser há muito tempo só sobre Vorcaro ou sobre o caso Master. Hoje, é uma crise do próprio Supremo.
Agora no g1
Duas visões sobre a saída
Dentro do Supremo, há duas visões diferentes sobre a saída para essa crise, segundo apuração do blog.
Um grupo defende uma solução “da porta para fora”: o afastamento de Moraes e, no limite, depois de uma eventual investigação, a saída dele da Corte. Essa investigação ainda não existe.
O argumento desse grupo é que, com as novas revelações, não dá para Moraes assumir a presidência do Supremo em 2027. Ele é o próximo na fila para comandar a Corte.
Queda de diretor-geral da PF amplia pressão e STF busca saída para crise
