O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, sofreu um revés na Justiça Eleitoral em uma ação contra o deputado federal Guilherme Derrite (PP), candidato ao Senado na chapa liderada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) negou um pedido de Haddad por direito de resposta depois de declarações de Derrite na propaganda eleitoral.
O ex-secretário estadual da Segurança Pública de São Paulo afirmou que Haddad, quando foi prefeito da capital paulista (entre 2013 e 2016), ofereceu “Bolsa Crack” aos usuários de drogas para enfrentar o problema da Cracolândia.
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Derrite se referia ao programa De Braços Abertos, uma das bandeiras do mandato de Haddad à frente da Prefeitura de São Paulo.
Em sua decisão sobre o caso, a juíza Maria Domitila Prado Manssur anota que as críticas de Derrite fazem parte do livre debate político. “Divergências quanto à avaliação de fatos públicos, interpretações políticas, juízos sobre a eficácia de políticas governamentais e expressões retóricas desfavoráveis integram, em princípio, o campo próprio da disputa eleitoral, no qual deve prevalecer a liberdade de expressão”, afirmou.
