Ao longo de 44 anos apontando telescópios para o céu noturno e dedicando a vida ao ministério pastoral e ao ensino bíblico, aprendi que a Criação e as Escrituras partilham do mesmo Autor.
A Bíblia não pretende ser um manual de astrofísica ou geofísica. Contudo, ela transparece com fidelidade inegociável a soberania e a inteligência de Deus, visíveis na harmonia, na regularidade e na consistência das leis naturais.
Quando contemplamos a imensidão do cosmos à luz do caráter do Criador, a ideia de uma Terra em formato de disco entra em rota de colisão com o que Ele próprio revelou sobre Sua natureza: um Deus de ordem, que governa o universo por meio de decretos perpétuos.
Infelizmente, a falta de leitura crítica, o apelo de teorias conspiratórias e a perda do bom senso levaram muita gente a defender o terraplanismo. Isso seria apenas excentricidade se não revelasse um mal mais profundo, o fundamentalismo cego.
Tenho o privilégio de morar na vizinhança da NASA e acompanhar lançamentos espaciais com enorme frequência. Ao mesmo tempo, vejo pessoas religiosas insistindo que tudo não passa de farsa, alegando que nenhum foguete alcançaria o espaço por causa de uma suposta abóbada sólida.
A revelação divina e a observação atenta da natureza convergem na mesma verdade. Textos como Jeremias 33:25 e 1 Coríntios 14:33 lembram que Deus rege a matéria por leis constantes.
