A cidade de Nova York divulgou mais de 170.000 páginas de registros anteriormente não revelados sobre a qualidade do ar após os ataques de 11 de setembro de 2001, mostrando que as autoridades municipais da época sabiam que as condições ao redor do Ground Zero eram insalubres para respirar, apesar das repetidas garantias dadas ao público.
O prefeito Zohran Mamdani anunciou a divulgação em uma coletiva de imprensa na terça-feira (8).
“À medida que os anos passam e o custo humano cresce, nos deparamos com o preço do 11 de setembro sempre que outro nova-iorquino nos é tirado cedo demais”, disse Mamdani. “Agora, quase 25 anos depois, mais pessoas morreram em decorrência de doenças relacionadas ao 11 de setembro do que foram mortas no próprio dia.”
Autoridades municipais confirmaram que os registros incluem dados de contaminação coletados por agências ambientais locais nos dias seguintes aos ataques, bem como relatórios de qualidade do ar e comunicações entre funcionários da cidade que demonstram preocupação com a qualidade do ar e com a possibilidade de a cidade ser responsabilizada legalmente pela exposição da população às toxinas.
Mamdani havia anunciado anteriormente que a cidade reservaria US$ 34 milhões para criar um portal público destinado à publicação dos documentos.
