O governo federal vai recorrer da decisão que afastou Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal. A medida foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e já conta com maioria na Corte para ser mantida. Luiz Fux e Nunes Marques anteciparam seus votos antes de Gilmar Mendes pedir vista e suspender o julgamento.
A Jovem Pan apurou que a AGU argumenta que houve “violação de competência” e deve recorrer da decisão. No recurso, o órgão sustentará que a medida invade uma atribuição exclusiva do presidente da República, responsável pela nomeação e exoneração do chefe da PF, nos termos do artigo 84, inciso XXV, da Constituição. O cargo deve ser ocupado por um delegado da classe especial. O Supremo já analisou, em outras ocasiões, os limites dessa prerrogativa presidencial diante de suspeitas de desvio de finalidade.
A crise entre integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal ganhou força após o ministro André Mendonça retirar, em 1º de setembro, o sigilo de documentos de uma investigação que reúne registros da relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O material, produzido pela PF a partir de dados extraídos do celular do banqueiro, apresenta mensagens, encontros e negociações envolvendo Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes.
