O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada da Costa da Diretoria de Inteligência Policial.
A decisão foi motivada por suspeitas relacionadas à produção e ao compartilhamento de relatórios de inteligência que, segundo o magistrado, teriam monitorado integrantes do STF e o advogado-geral da União, Jorge Messias.
Um dos pontos apontados por Mendonça foi a existência de ao menos seis relatórios produzidos em agosto. Segundo a decisão, os documentos apresentavam análises sobre o ministro e Messias e registravam informações sobre decisões judiciais e relações institucionais. Mendonça afirma que foi monitorado por mais de um mês e que o material chegou ao conhecimento de Alexandre de Moraes.
Para Mendonça, os documentos apresentam problemas de origem e de conteúdo. O ministro afirma que um deles é apócrifo, sem elementos que permitam confirmar sua autoria e data de elaboração. A decisão também destaca que o próprio material era classificado como documento de trabalho, de difusão restrita e sem valor probatório.
