A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar preventivamente Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal provocou uma série de reações de políticos da oposição nesta terça-feira, 8.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) afirmou que a decisão abriu uma “crise institucional” e cobrou explicações sobre a informação de que Mendonça teria sido monitorado pela própria PF por mais de 30 dias.
“Quem mandou monitorar um ministro do STF? Quem produziu os relatórios? Quem recebeu as informações?”, indagou. Viana também pediu uma reação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) destacou trechos da decisão em que Mendonça cita entendimentos dos ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Cármen Lúcia. Segundo o parlamentar, os precedentes foram usados para fundamentar o afastamento de Rodrigues.
Deltan Dallagnol (Novo-PR) atribuiu a decisão a uma ação apresentada pelo Novo ao Supremo. Ele afirmou que o partido havia pedido o afastamento de Rodrigues e a abertura de investigação depois de revelações relacionadas ao caso Banco Master.
Segundo Deltan, entre os elementos apresentados ao STF estão mensagens de Daniel Vorcaro que mencionariam a obtenção de “proteção de Andrei e de Paulo”, referências que investigadores teriam associado ao diretor-geral da PF e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
