O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que relatórios produzidos pela inteligência da Polícia Federal configuram uma espécie de “arapongagem institucional”. Segundo o magistrado, os documentos mostram que ele e o advogado-geral da União, Jorge Messias, foram alvo de “monitoramento e coleta dirigida” por mais de 30 dias. Leia a íntegra (PDF - 296 KB).
A afirmação consta de decisão desta 3ª feira (8.set.2026), em que Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. O ministro também determinou a abertura de investigações criminal e administrativo-disciplinar para apurar a produção dos relatórios.
Mendonça afirmou que pelo menos 6 documentos foram produzidos de 3 a 31 de agosto. Segundo ele, os relatórios analisavam sua atuação como ministro do Supremo e também a conduta de Jorge Messias, além de decisões judiciais e a atuação de integrantes do Judiciário e da própria Polícia Federal.
Para Mendonça, os documentos não têm características de relatórios regulares de inteligência. O ministro afirma que são “apócrifos”, sem timbre ou elementos gráficos que permitam verificar sua autoria e a data de elaboração.
Os próprios documentos, segundo a decisão, classificavam o conteúdo como de “difusão restrita” e “documento de trabalho”, além de afirmarem que não tinham valor probatório.
