Durante sabatina no Jornal da Manhã nesta terça-feira (8), o candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, apresentou informações corretas ao falar sobre segurança pública, envelhecimento do eleitorado e relações comerciais do Brasil, mas também cometeu erros ao citar dados sobre políticas de cotas, Previdência e composição da Câmara dos Deputados.
A conferência das afirmações identificou três declarações com informações incorretas.
Um dos erros ocorreu quando Renan criticou a política de cotas e relacionou sua implementação à evolução da desigualdade racial no Brasil.
“O máximo que o Brasil teve em termos de igualdade racial na série histórica, ou seja, diferença de renda e salário entre pessoas de etnias diferentes do Brasil, foi em 2010. As cotas no Brasil começaram em 2011 e a desigualdade racial aumentou”, afirmou.
As cotas no ensino superior brasileiro não começaram em 2011. A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) foi pioneira na adoção da política. O primeiro vestibular com participação de candidatos pelo sistema de cotas ocorreu em 2002, para ingresso em 2003. A lei que estabeleceu reserva de vagas nas universidades e institutos federais, por sua vez, foi sancionada em 2012.
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também não mostram a piora apontada pelo candidato no período imediatamente posterior a 2010.
