A carta aberta de ministros aposentados do STF ao presidente da corte, a Edson Fachin, foi costurada ao longo do final de semana e teve uma mobilização para localizar ex-colegas, alguns fora do Brasil.
O blog ouviu três signatários, que afirmaram estar "extremamente" preocupados com o impacto na confiança institucional do STF das revelações e também dos embates internos na corte.
Desde o meio da semana passada, ministros aposentados começaram a trocar ideias sobre o conteúdo. Entre sexta e sábado, houve uma força tarefa para localizar ministros e arredondar um texto enxuto, mas que fosse contundente.
Os pontos centrais acordados foram a necessidade de uma sessão plenária aberta, para evitar novas reuniões fechadas - como a que enterrou indícios levados pela PF acerca do ministro Dias Toffoli -, e a apuração ampla dos fatos por meio de inquérito.
Em carta a Fachin, ministros aposentados defendem 'imediata e rigorosa apuração'
Um dos signatários reconheceu ainda que há a preocupação com a sucessão no STF e o risco institucional da próxima presidência ser de Alexandre de Moraes antes de indícios que surgiram serem apurados.
Perguntados sobre nomes que não assinaram a carta, os signatários preferiram não se manifestar.
Mobilização de ministros aposentados pressiona Fachin
