O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso
Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo
O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso decidiu não assinar a carta em que 13 ministros aposentados da Corte manifestam apoio ao presidente do tribunal, Edson Fachin. Barroso entende que pode contribuir internamente para a solução da crise. O ex-presidente mantém diálogo tanto com Alexandre de Moraes, quanto André Mendonça.
A carta de ex-ministros cobra a convocação urgente de uma sessão do plenário para apurar os “gravíssimos fatos” que, segundo o documento, estão provocando a mais aguda crise da história do STF.
Barroso explicou aos ex-colegas que preferiu ficar fora do manifesto porque, tendo deixado o Supremo há poucos meses, mantém relações pessoais com os atuais ministros e vem conversando com integrantes da Corte, inclusive os que hoje estão em posições antagônicas, na tentativa de contribuir para uma solução interna da crise.
“Não me sinto confortável de assinar um manifesto externo, que me privaria da possibilidade de procurar contribuir internamente para o melhor encaminhamento do assunto”, afirmou Barroso na mensagem enviada aos ex-ministros.
O ex-presidente do STF fez questão, porém, de manifestar apoio a Fachin. Disse “louvar” a iniciativa de respaldo ao atual presidente e afirmou que sua “integridade e equilíbrio orgulham o Tribunal”.
Barroso fica fora de manifesto de ex-ministros e busca saída interna para crise no STF
