Os dados alfandegários divulgados nesta terça-feira (08) mostram que as compras chinesas seguem sustentadas pela safra recorde de soja do Brasil, pela fluidez na logística portuária e pela demanda interna estável por ração.
As importações de soja da China caíram em agosto em relação ao ano anterior. Mas subiram em comparação a julho e aumentaram no acumulado de oito meses, até agosto.
O maior comprador mundial de soja adquiriu 12,14 milhões de toneladas métricas em agosto. Queda de 1,1% em relação aos 12,28 milhões de toneladas compradas em agosto do ano passado. Porém com alta de 5,7% em comparação a julho.
Entre janeiro e agosto as importações totalizaram 74,11 milhões de toneladas, alta de 1,1% em relação as 73,33 milhões de toneladas do mesmo período do ano passado.
“A alta mês a mês nas importações, e o aumento nos volumes de janeiro a agosto, foram impulsionados em parte pela safra recorde de soja do Brasil e pela fluidez na logística portuária”, disse Liu Jinlu, pesquisador agrícola da Guoyuan Futures. “Os rebanhos de animais de criação e aves domésticas também permaneceram em uma certa escala, sustentando a demanda subjacente de esmagamento por farelo de soja.”
Três analistas consultados pela Reuters preveem que as importações chinesas de soja para o ano todo permanecerão praticamente inalteradas ou serão ligeiramente inferiores ao recorde de 111,83 milhões de toneladas do ano passado.
