A proibição de celulares avançou rapidamente nas escolas brasileiras. Dados do Pisa 2025, divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta terça-feira (8), mostram que 81% dos estudantes estão em instituições onde o aparelho não é permitido. Em 2022, eram 37%.
O levantamento também aponta uma relação entre as restrições e a distração em sala de aula. Na média dos países da OCDE, alunos de escolas que proíbem celulares têm cerca de 13% menos probabilidade de relatar distrações provocadas por dispositivos digitais.
O relatório, ainda, revelou que quase metade dos alunos brasileiros usa inteligência artificial para estudar, além de apontar dados de proficiência e bullying.
Cerco aos celulares ganhou força
A mudança no Brasil aconteceu em apenas três anos. Em 2022, 37% dos estudantes frequentavam escolas onde o uso de celulares não era permitido nas dependências. Em 2025, o percentual chegou a 81%.
A média da OCDE também aumentou, mas em ritmo menor: passou de 34% para 49% no mesmo período. O índice brasileiro, portanto, ficou bem acima do registrado entre os países da organização.
Os dados ainda mostram uma associação entre as restrições e a distração provocada por dispositivos. Na média da OCDE, estudantes de escolas que proíbem celulares têm cerca de 13% menos probabilidade de relatar esse tipo de distração.
Quando a tela tira o foco
Os dispositivos digitais continuam presentes na rotina escolar.
