Após a compra da termelétrica Porto do Itaqui (MA), em uma operação que envolveu a troca de participações em ativos e um pagamento adicional de R$ 400 milhões à Eneva, o CEO da Diamante Energia, Pedro Litschek, afirmou que a empresa quer “organizar a casa” e deve fazer uma pausa em suas aquisições.
A transação marcou a saída da Eneva da geração de energia a carvão e reforçou o portfólio da Diamante no setor termelétrico.
“Eu diria que hoje a gente tem que dar uma organizada na casa”, afirmou Litsek à CNN.
Para o executivo, as térmicas seguem tendo uma participação muito importante no país. Dias antes, a Eneva também anunciou a conclusão da venda da usina termelétrica Pecém II, no Ceará, para a Diamante. O negócio teve enterprise value de R$ 839,2 milhões.
Desde o ano passado, a companhia mais do que dobrou sua capacidade instalada e agora precisa organizar as operações, “da forma mais suave possível”, sem pensar em novas aquisições e ativos no momento, segundo Litsek.
Entretanto, não são descartados novos negócios caso haja alguma oportunidade que faça sentido, a exemplo dos dois leilões de baterias marcados para dezembro.
“A gente cadastrou projetos para esse próximo leilão de baterias e estamos animados com isso. Acho que nos próximos anos seremos um pouco menos agressivos, mas esse é o DNA da companhia, é u DNA de crescimento”, afirmou.
