“Eu uso inteligência artificial para…”
Eis uma frase que, antes mesmo de ser finalizada, pode levar a reações diferentes. Enquanto alguns torcem o nariz, outros ficam entusiasmados.
A tecnologia gera desconfiança. Seja por um receio de impacto no mercado de trabalho, seja pela falta de confiança nos resultados que ela apresenta diante de uma demanda.
No primeiro caso, vivemos uma mudança constante ainda difícil de medir e projetar no futuro. No segundo, em última instância, a responsabilidade para checar se aquilo que uma IA gerou é real fica com o ser humano.
Se você já está no mercado de trabalho há algum tempo, quando a corrida das IAs se intensificou, a depender da sua profissão, possivelmente você precisou se adaptar.
E assim como aconteceu na revolução digital, existe uma geração que já está crescendo e se desenvolvendo nos novos tempos.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou nesta terça-feira (8) o Pisa 2025. O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes é um trabalho aplicado a cada três anos para medir o conhecimento dos estudantes em leitura, matemática e ciência.
Resultado: ao menos uma vez por semana, quase metade dos alunos brasileiros de 15 anos usa chatbots de IA, como o ChatGPT, para estudar. Foi a primeira vez que o Pisa levantou essa informação.
Aqui no Brasil, a porcentagem chegou a 48%. A média da OCDE foi de 46%.
