O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) poderá formar seu primeiro governo estadual com a ajuda de um pequeno partido de esquerda que compartilha sua hostilidade tanto à imigração em massa quanto aos esforços dos partidos tradicionais para excluir partidos mais radicais do poder.
A AfD ficou em primeiro lugar nas eleições estaduais de domingo (6) no estado da Saxônia-Anhalt, no leste do país, mas não alcançou a maioria absoluta, conquistando 39 das 83 cadeiras na legislatura regional.
Enquanto os partidos tradicionais, incluindo os conservadores da CDU do chanceler Friedrich Merz, há muito se recusam a trabalhar com a AfD, em uma política conhecida como “firewall”, o partido Aliança Sahra Wagenknecht (BSW, na sigla em alemão), classificado como extrema-esquerda, reafirmou sua disposição de ser decisivo após ultrapassar a cláusula de barreira de 5% para entrar no parlamento estadual da Saxônia-Anhalt.
“Desde o início, deixamos claro que conversaríamos com todos os partidos. O AfD faz parte disso”, disse Thomas Schulze, principal candidato do partido BSW nas eleições estaduais da Saxônia-Anhalt, à Reuters na segunda-feira.
Schulze afirmou que a recusa dos partidos tradicionais em trabalhar com o AfD é “antidemocrática”. A agência de inteligência interna da Alemanha classificou o AfD como “extremista”.
