Em uma semana recheada de dados de inflação, os olhos do mercado se voltam para o comportamento da economia dos Estados Unidos.
Aqui, o mercado precifica que os preços desaceleraram em agosto, reforçando a tese de afrouxamento da política monetária do BC (Banco Central). Já os EUA “estão em outro momento”, sentindo ainda o peso da guerra no bolso do consumidor, aponta Gustavo Cruz, CIO da Sincra.
Na sexta-feira (11), a BLS (Secretária de Estatísticas do Trabalho dos EUA) divulga o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) referente ao mês de agosto. É o último dado de inflação antes de o Federal Reserve se reunir para sua decisão de juros de 16 de setembro, e vem após o principal indicador acompanhado pelo Fed, o PCE (Despesas de Consumo Pessoal), acumular alta de 3,7% nos 12 meses até julho.
“Ainda assim, o CPI é o indicador de inflação mais conhecido e acompanhado pelo mercado americano. Uma surpresa para cima poderia reforçar ainda mais a percepção de que seria necessário manter os juros elevados”, observa William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.
Na última semana, o payroll dos EUA sinalizou que o país abriu 162 mil vagas de emprego em agosto, superando o consenso do mercado de 55 mil novos postos. Com o mercado de trabalho norte-americano aquecido, é reforçada a tese de que uma inflação mais forte virá acompanhada de juros mais altos no país.
“Os dados de inflação podem ser o fator decisivo para um aumento da taxa de juros em setembro.
