Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal enviaram na 2ª feira (7.set.2026) uma carta ao presidente da Corte, Edson Fachin, em que classificam o atual momento da Corte como a “mais aguda crise de sua história” e pedem a convocação urgente de uma sessão pública para discutir as suspeitas que envolvem integrantes do STF. Querem uma “rigorosa apuração”.
Os signatários afirmam ter “plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza” de Fachin para conduzir o Supremo diante da crise.
“Os ministros aposentados e ex-presidentes, abaixo assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de Vossa Excelência na condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história”, diz o documento, publicado pelo jornal O Globo.
Os ministros aposentados afirmam ter “absoluta convicção” de que Fachin convocará, “com toda a urgência”, uma sessão pública para que o plenário determine uma “imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal”.
Segundo a carta, os fatos divulgados nas últimas semanas são “gravíssimos” e estão comprometendo “o prestígio e a autoridade” do STF, “a confiança do povo e até mesmo a estabilidade das instituições democráticas”.
Assinam o documento:
Néri da Silveira;
Francisco Rezek;
Sydney Sanches;
Celso de Mello;
Carlos Velloso;
Ilmar Galvão;
Nelson Jobim;
Ellen Gracie;
Cezar Peluso;
Ayres Britto;
Joaquim Barbosa;
Eros Grau;
Rosa Weber.
