A história das tartarugas-gigantes de Galápagos é uma história de piratas. A partir do século XVI, esses marinheiros começaram a chegar às ilhas, seguidos mais tarde por baleeiros, e o destino fatal das centenas de milhares de exemplares que habitavam o arquipélago foi selado.
A resiliência das tartarugas-gigantes, que especialistas acreditam terem chegado às Ilhas Galápagos vindas da América do Sul há dois ou três milhões de anos, tornou-se sua maior fraqueza: como conseguiam sobreviver até um ano sem comida ou água, eram capturadas sabendo-se que resistiriam nos porões dos navios. “E quando essas pessoas queriam comer, as tartarugas estavam simplesmente lá, prontas para serem consumidas, e elas tinham carne fresca”, disse Jorge Carrión, diretor de conservação da Galapagos Conservancy, organização que trabalha para preservar o arquipélago desde 1985, à CNN.
Uma indústria improvável desempenha um papel central na história: a indústria da baleia cachalote.
Antes do início da exploração de petróleo, o mundo dependia do óleo de cachalote para lubrificantes de alta qualidade, combustível para iluminação e outros usos, explicou James Gibbs, vice-presidente de Ciência e Conservação da Galapagos Conservancy e professor da Universidade Estadual de Nova York, à CNN.
No Pacífico, havia uma enorme indústria dedicada à exploração desses cetáceos, especialmente por navios da costa leste dos Estados Unidos e da Califórnia.
