Os rituais fúnebres de Chandika Kumari Shrestha, 64 anos, já haviam começado quando ela foi encontrada com vida por equipes de resgate no Nepal. Foram 10 dias debaixo de escombros, lama e água, que ela conseguiu superar graças a um bolsão de ar que tornou possível o inacreditável.
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A casa da idosa ficava em Betrawati, um dos vilarejos afetados pelo colapso de geleiras no Himalaia em 28 de agosto. Com quatro andares, a construção foi arrasada pela enchente, assim como toda a vizinhança. Cinco dias antes do resgate, 24 corpos em estado de putrefação foram encontrados nas imediações.
Em meio a esse cenário, Mahendra Darnal fazia ronda no último sábado, 5, junto de sua equipe quando ouviu o pedido de ajuda. “Salve-me”, dizia um grito abafado pelo entulho. Era Chandika. Foram necessárias cinco horas e 45 minutos para conseguir retirá-la.
Até o momento, 5 mil pessoas seguem desaparecidas depois da tragédia no Nepal. Outras 1,4 mil não tiveram a mesma sorte da idosa e morreram. A força das águas arrastou centenas de corpos para longe do lugar onde as vítimas viviam. Muitos são enterrados em valas comuns, sem identificação, em razão do estágio de decomposição.
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