A Volkswagen fechou nesta segunda-feira (7) um acordo preliminar que prevê a conversão de uma de suas unidades na Alemanha para a produção de equipamentos de defesa sob nova administração, uma iniciativa inédita nos esforços da montadora para reestruturar fábricas que enfrentam dificuldades para competir com rivais chineses de custo mais baixo.
O acordo oferece um modelo potencial para outras unidades da Volkswagen com um futuro incerto, conforme a maior montadora da Europa inicia sua maior reestruturação de todos os tempos para recuperar margens de lucro e combater o excesso crônico de capacidade no mercado europeu estagnado.
De acordo com os termos iniciais do acordo, a Volkswagen venderá sua fábrica em Osnabrück para a empresa israelense Aurelius Capital e para o Estado da Baixa Saxônia, sede da Volkswagen, em uma medida que, segundo autoridades trabalhistas, poderia preservar cerca de 1.400 dos 1.800 empregos da unidade.
O acordo surge dias depois que a Volkswagen revelou uma grande reformulação para cortar empregos e simplificar estrutura, evidenciando como o aumento dos gastos com defesa na Europa poderia ajudar a absorver o excesso de capacidade de produção no setor automotivo.
A Volkswagen alertou que até quatro fábricas alemãs podem enfrentar fechamento ou conversão, a menos que sejam encontradas alternativas de uso em meio à fraca demanda, aos custos altos e à crescente concorrência da China.
