As empresas privadas de processamento de soja da China enfrentam um aperto de oferta para o quarto trimestre, o que eleva os custos, à medida que os estoques diminuem no Brasil, principal exportador da commodity, e as tarifas mantêm as cargas dos EUA praticamente fora de alcance.
A maior indústria de processamento de oleaginosas do mundo já está sob pressão devido às margens negativas e à queda na demanda por ração devido à diminuição do rebanho suíno da China. Os processadores esperam que a visita do presidente Xi Jinping a Washington neste mês leve Pequim a reduzir a tarifa de importação de 10% sobre produtos agrícolas dos EUA.
O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, disse na quinta-feira que ambos os países fariam “alguns anúncios sobre agricultura e barreiras não tarifárias” durante a cúpula, sem fornecer detalhes.
“Conforme a América do Sul se aproxima do fim de sua safra, as usinas privadas precisarão de acesso à soja dos EUA”, disse Johnny Xiang, fundador da AgRadar Consulting, com sede em Pequim.
“Isso dependerá da redução das tarifas ou, caso isso não ocorra, dos leilões das reservas da Sinograin para manter suas usinas em operação”, disse ele, referindo-se à empresa estatal chinesa de estocagem. Qualquer alívio, no entanto, permanece incerto.
“Não estamos considerando a soja dos EUA por causa das tarifas”, disse um processador com sede na China.
