Candidatos ao Senado buscam modular discursos de campanha em meio à crise no STF (Supremo Tribunal Federal) sob o mote de que ninguém está acima da lei e de que todos precisam ser investigados.
Dirigentes partidários de siglas de centro e centro-esquerda ouvidos sob reserva afirmam que fazem avaliações internas sobre o cenário, mas ponderam que é possível que a crise beneficie candidatos que forem abertamente contra a corte.
A avaliação é de que há um certo receio de fazer um jogo de ser “antitudo” em um momento complexo e de uma crise reconhecidamente grave.
Com isso, candidatos principalmente ao Senado, que é a casa que tem a prerrogativa de tocar processos de impeachment de ministros do STF, tem testado o alcance do discurso.
Muitos apostam na linha adotada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo próprio petista, com críticas a vazamentos e menções ao caso Dark Horse, que investiga o principal adversário do PT, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Rogério Carvalho (PT-SE), que tenta mais oito anos como senador, por exemplo, foi pela linha de que se deve tirar o sigilo de tudo para que ninguém seja prejudicado por seletividade.
“Todo ministro do STF tem que cumprir a sua função. Quem não cumprir deve se submeter aos rigores da lei. Chegou a hora da gente revelar tudo”, alegou o candidato ao Senado por Sergipe a uma rádio local, a Sim FM, ao ser questionado sobre o ministro Alexandre de Moraes.
