O Festival de Cinema de Veneza homenageou nesta segunda-feira (7) Ellen Burstyn, a estrela de 93 anos de “O Exorcista”, com o Leão de Ouro pelo conjunto de sua obra. Ao aceitar o prêmio, a vencedora do Oscar, do Tony e do Emmy disse que ser homenageada por toda a sua carreira era “muito”.
Uma das poucas artistas a alcançar a “Tríplice Coroa” da atuação, Burstyn ganhou um Oscar pelo drama de 1974 “Alice Não Mora Mais Aqui” e, mais tarde, conquistou um Tony e dois Emmys por papéis que abrangeram o teatro, a televisão e o cinema.
Tendo abandonado o ensino médio, superado uma infância difícil e estudado com o lendário professor de atuação Lee Strasberg, Burstyn emergiu como uma das atrizes mais aclamadas de sua geração.
Em seu discurso, Burstyn relembrou a filmagem de uma cena desafiadora na qual avistou uma linha branca que a ajudou a acertar sua marcação.
Ela disse que procurar por essa linha branca se tornou seu recurso para momentos difíceis, acrescentando que reza “para que meu próprio país encontre, muito em breve, sua própria linha branca”.
