Com match point a seu favor, Ben Shelton disparou um saque devastador e Stefanos Tsitsipas devolveu com um backhand de uma mão que foi muito longo, uma imagem que simbolizou muito mais do que a eliminação do jogador grego do US Open.
Straight-forward from Ben Shelton! pic.twitter.com/bIfxgc7F90, US Open Tennis (@usopen) September 7, 2026
Tsitsipas era a última referência desse golpe, um dos mais icônicos do tênis, que neste ano desapareceu da elite do esporte.
Sem ele nas oitavas de final em Nova York, pela primeira vez em 150 anos nenhum jogador com backhand de uma mão terá chegado às semifinais em qualquer um dos quatro torneios do Grand Slam.
Os espectadores sempre apreciaram essa bela técnica desde a primeira edição de Wimbledon, em 1877.
Naquela época, o backhand de uma mão era o único utilizado, e mesmo com o início do uso das duas mãos, ele continuou sendo uma arma valiosa para alguns dos maiores jogadores da história.
Nos anos 1980, foi exibido por John McEnroe e Ivan Lendl, nos anos 1990 por Pete Sampras, Stefan Edberg e Gustavo Kuerten e, por fim, por Roger Federer, o mestre que sublimou essa arte.
Inspirados pelo gênio suíço, alguns jogadores permaneceram fiéis ao backhand de uma mão, embora tenham sido, por muito tempo, uma exceção.
