Comunidades open source são fascinantes porque, embora projetos do tipo possam ser sustentados por interesses financeiros, essa não é a regra. Outras motivações incluem senso de comunidade, propósitos sociais, ganho de experiência e vontade de não depender de soluções proprietárias. Mas também há quem veja a natureza do código aberto como um “liberou geral”.
“Liberou geral” no sentido de que “posso fazer o que eu quiser com isso” ou “acho que não vou ter problemas se eu usar esse software assim”. Mas há regras a serem seguidas no universo do código aberto. Se elas puderem ser combinadas com uma dose de bom-senso, melhor. Do contrário, as consequências poderão ir além de um mero aborrecimento.
Talvez eu esteja dizendo o óbvio. Mas, às vezes, o óbvio precisa ser dito. Três acontecimentos relativamente recentes abordados aqui no Tecnoblog exemplificam quão problemática pode ser a inobservância das condições de projetos de código aberto ou de princípios relacionados. Daremos uma olhada em cada um deles no melhor estilo “o que podemos aprender com isso”.
Caso 1: o falso Notepad++ para macOS
O Notepad++ é um editor de texto e código lançado em 2003 pelo desenvolvedor Don Ho, que o mantém até hoje. Trata-se de uma ferramenta até que bem conhecida, afinal, é leve, permite edições em várias linguagens de programação, tem código-fonte aberto e não custa nada para o usuário.
Contudo, o Notepad++ só tem versões para Windows.
