À medida que Washington abandona as conversas com o Irã em favor de uma campanha de pressão econômica agressiva, Teerã, encurralado, passa a ameaçar uma escalada militar e uma guerra mais ampla para forçar os negociadores a voltarem à mesa.
O presidente dos EUA, Donald Trump, descartou a diplomacia com a República Islâmica, afirmando que o acordo de cessar-fogo de junho “não vale o papel em que foi escrito”.
Em vez disso, seu governo aumentou a pressão sobre o Irã por meio de uma campanha global de sanções, ataques militares e um bloqueio marítimo que impede a entrada e saída de mercadorias no país.
A campanha multifrontes colocou o Irã sob uma pressão sem precedentes, forçando sua população exausta a suportar ainda mais privações. Enquanto isso, o líder supremo, Mojtaba Khamenei, permanece notavelmente ausente.
A terça-feira (8) marcará seu sexto mês escondido para tentar evitar o destino de seu pai e antecessor, o aiatolá Ali Khamenei, morto em um ataque aéreo no início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, no final de fevereiro.
Oficiais militares iranianos estão divulgando cada vez mais novas táticas em resposta à pressão, ameaçando focar em nações que participam do bloqueio e alertando que podem expandir o conflito.
“Concluímos que novas estratégias devem ser adotadas na guerra, nas negociações e no confronto ao bloqueio”, disse o líder do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, em entrevista à mídia iraniana no domingo.
