A Coreia do Norte incorporou à sua frota seu segundo destróier moderno equipado com mísseis guiados, em uma recuperação notável para uma embarcação que virou ao ser lançada em maio de 2025, enfurecendo o líder do país, Kim Jong-un, que classificou o episódio como um “ato criminoso”.
Kim afirmou no domingo (6) que a incorporação do destróier Kang Kon foi resultado do “autorrespeito, da vontade e do forte espírito” do país. Ele acrescentou que o navio de guerra com capacidade nuclear enviaria uma forte mensagem de dissuasão aos inimigos da Coreia do Norte, segundo a agência estatal de notícias KCNA (Korean Central News Agency).
A situação representa uma grande reviravolta em relação ao ano passado, quando o Kang Kon estava sendo lançado. Uma falha no mecanismo fez com que a popa deslizasse prematuramente para a água, esmagando partes do casco e deixando a proa presa na rampa de lançamento, informou a KCNA na época. Um dia depois, a mídia estatal afirmou que os danos não eram tão graves quanto se temia inicialmente.
No domingo, Kim reforçou essa avaliação, dizendo que a incorporação do Kang Kon “constitui um acontecimento histórico” para as capacidades da Marinha.
A frota naval norte-coreana há muito tempo é superada pelas forças navais da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, que contam com navios de guerra e submarinos modernos, equipados com sistemas eletrônicos sofisticados e potentes capacidades de lançamento de mísseis.
