Uma plataforma multissensor proposta por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) pode detectar anticorpos contra o vírus da gripe aviária em cerca de seis minutos.
O dispositivo, chamado de “língua” eletrônica, rastreia regiões que tiveram contato com o vírus, podendo ser usado em aplicações clínicas e também veterinárias.
O estudo, realizado no IFSC (Instituto de Física de São Carlos) da USP e publicado na revista Applied Nano Materials, propôs a nova plataforma que emprega proteínas vegetais e nanopartículas de ouro usadas como sensores. A ideia surge como uma alternativa de baixo custo contra o vírus da H5N1, também conhecido como Influenza A.
A identificação de anticorpos da gripe aviária realizada pelo dispositivos ajuda a rastrear regiões e espécies que tiveram contato com o vírus, além de permitir a detecção precoce e a contenção de surtos.
Os sensores da plataforma utilizam as proteínas vegetais abaixo:
Zeína, encontrada no milho;
Jacalina, presente na jaca;
Concanavalina A (ConA), encontrada no feijão-de-porco.
Sericina, proteína presente na seda, usada para modificar as nanopartículas de ouro (AuNP-SER).
Segundo o professor Osvaldo Novais de Oliveira Junior, orientador do trabalho, o equipamento foi desenvolvido a partir dos princípios da eletrônica orgânica, área que cria dispositivos utilizando materiais orgânicos.
Ele afirma que a língua eletrônica pode ser usada poucas vezes e depois precisa ser descartada.
