As compras agressivas de óleo vegetal pela Índia causaram congestionamento nos principais portos, atrasando o descarregamento de navios em até 10 dias, à medida que os tanques em terra se enchem e as refinarias encontram dificuldades para dar escoamento às cargas, informaram autoridades do setor à Reuters.
A expectativa é de que o congestionamento leve as refinarias indianas a reduzirem as compras de óleo de soja e óleo de palma para remessas em outubro, o que pode aumentar os estoques nos principais países produtores, Indonésia, Malásia e Argentina, e pesar sobre os contratos futuros de referência do óleo de palma e do óleo de soja.
“Os tanques em terra estão cheios, e a falta de espaço de armazenamento está atrasando o descarregamento dos navios que transportam óleos comestíveis”, disse Sandeep Bajoria, diretor-executivo da corretora de óleos vegetais Sunvin Group.
Kandla, no Estado de Gujarat, no oeste do país, é o maior ponto de entrada da Índia para importações de óleo comestível, movimentando quase um terço do total de chegadas ao país.
Haldia, o segundo maior porto de entrada para importações de óleos comestíveis na costa leste, também enfrenta congestionamento, embora em menor grau do que Kandla, segundo os corretores.
As importações de óleos comestíveis do país do sul da Ásia em agosto atingiram uma alta de 11 meses, chegando a 1,54 milhão de toneladas, e é provável que uma quantidade semelhante seja importada em setembro também, afirmaram.
