Na busca por respostas para o mistério da matéria escura, o próprio campo magnético da Terra pode ser usado como um detector gigante para encontrar o material. É o que aponta um estudo realizado no Japão, publicado em junho na revista Progress of Tgeoretical and Experimental Physics.
Cientistas acreditam que a matéria escura corresponde a cerca de 27% do universo, e que, mesmo sendo invisível, ocupa lugar no espaço e possui massa. A composição ainda é desconhecida, mas duas das principais candidatas na teoria são as partículas hipotéticas áxions ultraleves e fótons escuros.
Para encontrar essas partículas, as pesquisas em laboratório podem ser limitadas. Por isso, a equipe colaborativa de pesquisadores da Universidade de Quioto, Universidade de Hiroshima e Universidade Nihon percebeu que, o próprio campo magnético da Terra poderia ter resultados melhores que qualquer laboratório.
Segundo o autor correspondente do estudo, Atsushi Taruy, a cavidade da Terra atua como um ressonador natural, amplificando ondas eletromagnéticas justamente na faixa de massa que buscam investigar.
A teoria existente só conseguia lidar com frequências abaixo de 1 Hz, e os cientistas demonstraram que a cavidade do planeta amplifica sinais próximos a 8 Hz e pode estender previsões confiáveis até cerca de 30 Hz.
A equipe analisou dados do campo geomagnético registrados entre 2012 e 2022, do Observatório Eskdalemuir do Serviço Geológico Britânico.
