O regulamento da União Europeia contra o desmatamento, conhecido como EUDR, traz novas exigências para o agronegócio brasileiro e para as cadeias produtivas que exportam para o mercado europeu. As empresas de médio e grande porte têm até 30 de dezembro de 2026 para se adequar às normas, enquanto a maioria das micro e pequenas empresas terá até 30 de junho de 2027 para comprovar a origem e a conformidade dos produtos.
Desafios do setor agropecuário
O principal desafio para o setor é garantir a rastreabilidade, reunindo informações de toda a cadeia produtiva para transformá-las em dados confiáveis e verificáveis. André Santos, gerente de Projetos da Geobiente, destaca que a origem da produção precisa ser rastreável e comprovada, o que implica em:
Relacionar o produto à área onde foi produzido.
Demonstrar evidências de que a produção atende aos critérios da regulamentação.
Comprovar a ausência de desmatamento após 31 de dezembro de 2020.
Preparação do agro brasileiro
O agro brasileiro está em um processo de preparação para cumprir as exigências do EUDR. O Brasil possui vantagens, como:
Infraestrutura de dados ambientais e fundiários.
Monitoramento por satélite.
Profissionais capacitados para análise de dados.
No entanto, há desafios significativos, como a necessidade de transformar informações em rastreabilidade integrada ao longo da cadeia produtiva. Santos sugere três prioridades para o setor:
Melhorar a qualidade e integração dos dados.
