Devastado, mas não derrotado, um agente de fronteira na região do Tibete, no sudoeste da China, mantém-se firme e segue em frente com serena determinação, após um deslizamento de terra ter vitimado seus colegas e apagado o local que ele antes protegia.
O deslizamento, desencadeado pelo colapso de uma geleira de grande altitude no Nepal, atingiu o Porto de Gyirong em 26 de agosto, deixando 43 mortos e 519 desaparecidos no lado chinês da fronteira até o sábado (5). Já no Nepal, o número de mortos passa de 1.300.
Quando o deslizamento atingiu a área, Gui Xinwei, vice-chefe da estação de inspeção de fronteira de Gyirong, estava de folga.
Ele retornou às pressas durante a noite e mal conseguiu reconhecer o porto ao ver as imagens de vigilância da devastação.
Como parte da resposta de emergência, várias equipes de força-tarefa foram formadas. A equipe de Gui foi designada para operações de busca e resgate.
As condições das estradas tornavam impossível chegar ao epicentro do desastre no Porto de Gyirong; por isso, Gui e seus colegas permaneceram de prontidão, aguardando instruções do comando avançado.
Eles tentaram passar por trilhas nas montanhas, mas as vias estavam muito danificadas.
Em 30 de agosto, Gui e três outros agentes chegaram à área mais atingida de helicóptero.
No momento em que pisou naquele solo, o veterano guarda de fronteira, com mais de 20 anos de serviço, viu sua compostura desmoronar num instante.
“Pensei comigo mesmo: este é o nosso porto.
