A chefe da Rede Estadual de Organizações de Migrantes da Saxônia-Anhalt, Undra Dressler, disse nesta segunda-feira (7) que sua organização estava em um clima de desânimo e grande incerteza após as eleições estaduais, realizadas no dia anterior.
O partido de extrema-direita AfD (Alternativa para a Alemanha) saltou para o primeiro lugar no estado do leste alemão, embora não tenha alcançado a maioria absoluta.
“Há anos, pessoas com histórico de migração na Saxônia-Anhalt vivenciam discriminação e racismo diariamente”, disse Dressler à Reuters-TV.
“Isso não é novidade para nós. A questão é: como isso vai evoluir?”, completou ela.
Uma pesquisa realizada pela organização indicou que mais de 80% dos entrevistados estavam considerando deixar a Saxônia-Anhalt.
“No fim das contas, há muitas pessoas em nossas comunidades que dizem claramente: ‘Já fizemos as malas e temos planos concretos, e vamos deixar o estado em breve’, ou, em alguns casos, já o fizeram”, declarou Dressler.
O AfD quer reduzir o número de migrantes na Saxônia-Anhalt.
O resultado coloca um partido de extrema direita à beira de chegar ao poder em nível estadual pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.
A AfD obteve 44,4% dos votos, enquanto os conservadores do chanceler Friedrich Merz ficaram bem atrás, com 18,3%.
