Os Emirados Árabes Unidos tem construido rotas alternativas para as exportações de energia e seu comércio, a fim de garantir que não fiquem “reféns” da guerra em curso entre os Estados Unidos e o Irã, afirmou nesta segunda-feira (7) Anwar Gargash, conselheiro presidencial dos Emirados.
O conflito teve um impacto significativo sobre os Estados árabes do Golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos, depois que Teerã disparou mísseis contra o país e atacou seus navios-tanque no Estreito de Ormuz.
“Nossas exportações de energia não ficarão reféns, assim como nosso comércio e nossa atividade econômica”, disse Gargash no Fórum Hili, em Abu Dhabi.
Os Emirados vêm ampliando a capacidade portuária em sua costa leste e desenvolvendo oleodutos, ferrovias e rotas comerciais para corredores alternativos, acrescentou ele.
Embora tenha reconhecido que as relações com o Irã poderiam, eventualmente, ser restabelecidas, Gargash alertou que a reconstrução da confiança após os ataques pode levar décadas.
Ele também criticou os Estados árabes do Golfo por não terem organizado uma resposta coordenada ao Irã, afirmando que eles não conseguiram transformar preocupações comuns em uma estratégia unificada.
