O Hino da Independência é uma das obras mais conhecidas do repertório patriótico nacional, mas sua criação envolve dois nomes distintos e momentos separados. Diferente do que muitos imaginam, a composição não nasceu pronta e musicada no dia 7 de setembro de 1822. A obra é fruto da união entre os versos do poeta e livreiro Evaristo da Veiga e a melodia criada pelo próprio imperador Dom Pedro I, consolidando-se ao longo dos anos como a trilha sonora oficial da emancipação brasileira.
Os nomes por trás da letra e da música
A resposta para a autoria do hino exige a separação entre o texto e a partitura. A letra foi escrita em agosto de 1822 por Evaristo da Veiga, um influente intelectual e político da época. Originalmente, o texto não foi pensado para ser um hino oficial, mas sim um poema intitulado Hino Constitucional Brasiliense, criado para inflamar o sentimento de autonomia que tomava conta da província do Rio de Janeiro naqueles meses tensos.
A melodia, por sua vez, foi adicionada posteriormente por Dom Pedro I. O então príncipe regente era um músico amador de grande talento, que tocava diversos instrumentos e tinha noções avançadas de composição. Ao entrar em contato com os versos de Evaristo da Veiga, que já circulavam em panfletos populares, Dom Pedro I decidiu criar um arranjo marcial e vibrante para acompanhar as palavras. O imperador compôs a música ainda no ano de 1822, garantindo que a obra ganhasse o formato de canção.
