O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 prevê aumento de 223% nos recursos destinados ao Ministério das Comunicações, que deverá receber R$ 11,79 bilhões, ante R$ 3,65 bilhões previstos para 2026, sem considerar emendas parlamentares.
O salto é explicado principalmente pelo aporte de R$ 6 bilhões nos Correios e por uma nova linha de crédito de R$ 2,57 bilhões para a implantação da TV 3.0.
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O crescimento da dotação não representa uma expansão generalizada das despesas da pasta. Segundo o Ministério do Planejamento, as despesas obrigatórias devem passar de R$ 856,8 milhões para R$ 864,6 milhões. "O crescimento do Ministério [das Comunicações] não decorre de ampliação de custeio ou de expansão de políticas da pasta", informou a pasta.
O governo relaciona o aumento principalmente a "duas operações específicas: o aporte de capital nos Correios e a nova linha de crédito para a TV 3.0". O documento orçamentário encaminhado ao Congresso ainda poderá sofrer alterações durante a tramitação parlamentar.
O aporte de R$ 6 bilhões na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos ocorre em meio aos esforços do governo para recuperar a estatal. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que recursos privados podem participar da operação de recuperação financeira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descarta a privatização dos Correios. "Desde 1985, os Correios vivem crise e alguém quer privatizar.
