O agronegócio responde por 23,2% do PIB brasileiro, lidera a produção mundial de alimentos e tornou-se referência em tecnologia, produtividade e inovação. Mas existe um ativo que raramente aparece quando se conta essa história: a comunicação especializada.
Durante décadas, revistas, jornais, rádios, programas de televisão e, mais recentemente, plataformas digitais dedicadas exclusivamente ao agro ajudaram empresas a lançar tecnologias, posicionar marcas, traduzir pesquisas, formar mercados e construir reputação. O setor tornou-se uma potência também porque contou com uma mídia capaz de explicar sua evolução e aproximar conhecimento, empresas e produtores.
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Hoje, porém, vivemos uma contradição. Nunca houve tantas ferramentas para comunicar. Ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil manter economicamente os veículos que produzem informação técnica e independente.
As empresas ampliaram investimentos em creators, branded content, podcasts, canais próprios e eventos, um movimento natural em um mercado que se transforma rapidamente. O problema começa quando essas iniciativas deixam de complementar e passam a substituir a imprensa especializada.
Não substituem.
Creators, eventos e plataformas próprias cumprem um papel relevante na estratégia de comunicação. O equívoco é tratá-los como substitutos da imprensa especializada. Não são.
