O próximo iPhone pode pesar mais no bolso. A disparada no preço das memórias está elevando os custos de fabricação e pressionando fabricantes de smartphones e outros eletrônicos.
A inteligência artificial agravou o problema, mas não foi responsável por iniciá-lo. A oferta já vinha encontrando dificuldades para acompanhar a demanda, e novas fábricas ainda levarão anos para aumentar a produção.
O gargalo começou antes da febre da IA
Durante muito tempo, fabricantes de memória conseguiram aumentar a produção colocando mais chips em cada wafer. Esse ganho de eficiência, porém, começou a diminuir. Em 2021, a Micron concluiu que os avanços tecnológicos, sozinhos, não seriam suficientes para acompanhar a demanda de longo prazo.
Era preciso fabricar mais wafers e construir novas instalações. O momento para fazer isso não ajudou. Depois do forte consumo de computadores, tablets e celulares durante a pandemia, as vendas recuaram, os estoques cresceram e os fabricantes reduziram os planos de expansão.
Quando o mercado voltou a se recuperar, a inteligência artificial trouxe uma nova onda de demanda, e em uma escala muito maior.
A memória da IA disputa espaço
Data centers de IA utilizam HBM, uma forma especializada de DRAM capaz de transferir enormes quantidades de dados rapidamente. O componente é mais complexo de fabricar e ocupa uma parcela maior da capacidade industrial.
