Equipamentos clandestinos de TV via internet e aplicativos de canais gratuitos transformam conexões domésticas em rotas para o cibercrime. O alerta consta em análises técnicas das empresas de cibersegurança Plume Design e Malwarebytes, reforçadas por um comunicado de utilidade pública do FBI sobre redes de proxy residenciais. Os relatórios revelam que caixas de streaming, como as da fabricante SuperBox, contêm programas que usam a internet de residências sem a permissão dos donos.
A Malwarebytes procurou a SuperBox para obter posicionamento sobre os dados técnicos revelados pelas investigações, mas a empresa não enviou resposta até a publicação deste texto.
Na prática, ao conectar o aparelho ao Wi-Fi, o morador cede o endereço legítimo de protocolo de internet (IP) da casa. Esse endereço passa a integrar redes de servidores intermediários comercializadas para terceiros. Como o tráfego aparenta vir de uma residência comum, criminosos conseguem furar bloqueios de segurança corporativos, testar senhas vazadas e praticar invasões. Para as plataformas afetadas, a origem da investida ilegal fica registrada no endereço do próprio consumidor inocente.
Segundo Chris Griffiths, diretor de tecnologia da Plume, a ameaça se apoia na falta deliberada de travas nos equipamentos:
“Esses dispositivos chegam de fábrica com acesso remoto e controle administrativo total totalmente abertos, sem exigir senha, sem autenticação e sem aprovação do usuário.
